Família do-ré-mi-fá

Seu pai (texto escrito aos 9 meses do Eric)

Posted on: 27/05/2010

(Texto escrito qdo o Eric tinha 9 meses de idade)

* Seu pai me derrete quando te olha sorrindo e pergunta pra mim: “Tem coisa mais linda que esse sorriso?”

* Seu pai te chama de “moleque feliz”. Porque você vive sorrindo (e agora com 2 dentinhos em cima). De tanto ouvir isso, sua irmã também passou a te chamar assim.

* Você a-do-ra falar “ai”. E fica exercitando a nova interjeição em diferentes entonações. A gente sempre te imita e é aí que você fica mais empolgado. Quase grita de tão animado que fica. Nessas horas papai sempre aproveita pra juntar uma consoante e te ensinar a falar “PAI”.  Dura concorrência: acho que você vai acabar falando “pai” primeiro que “mãe”.  

*Seu pai sempre comenta que fizemos uma coisinha tão linda e pergunta: “Você imaginou que faria algo assim?” E a gente te olha num uníssono suspiro, com um sorriso que diz tudo.

* Seu pai sempre me dizia, todo metido, que tinha experiência em cuidar de crianças. “Pra que fazer curso de grávidos se eu já sei tudo?” ; “Pra que pedir ajuda, se eu tô aqui?”; “Pra que se estressar se eu posso fazer por você?”

* Seu pai fez o curso de grávidos e descobriu que não sabia tudo. Aceitou algumas ajudas por entender que isso me deixava mais tranqüila. E percebeu que não podia fazer tudo por mim, quando conheceu minha maior agonia: a amamentação. Mas me ajudou em absolutamente TODO O RESTO.

* Seu pai faz TUDO o que uma mãe pode fazer por um filho, menos “dar peito”, como ele mesmo diz. Papai troca fraldas com qualquer quantidade e consistência de “Nº2″; prepara a banheira com água morninha; dá banho;  prepara mamadeira e papinhas; alimenta você; troca sua roupinha (só não sabe combinar os modelitos, mas isso a gente dá um desconto); passeia com você no colo, no carrinho na mochilinha e na cadeirinha; canta musiquinha do Star Wars pra fazer você dormir; dança e faz caretas pra te arrancar sorrisos; te coloca sobre o peito, mesmo sob o risco de você arrancar todos os seus pelinhos (e arranca mesmo!); te enche de beijinhos enquanto você treina o “tapa-na-cara” e o “bora-puxar-cabelo”; te ensina o que pode e o que não pode; fica sempre vigilante pra você não se machucar; te diverte com as brincadeiras que você mais gostar.

* É fato que seu pai sempre posou de sabichão no quesito FILHOS. Mas duas coisas eu tenho que admitir:
– Essa postura dele realmente me tranquilizou pra que eu experimentasse a maternidade com muito mais segurança – apenas por saber que ele estava lá.
– Seu pai criou sua irmã praticamente sozinho. E olha aí a moça bonita, saudável e bem resolvida que ela é. Seu pai foi e é pra ela o que podemos chamar de “PÃE”. E esse exercício diário, meu filho, fez dele – e faz dele até hoje – o que podemos chamar de “O MELHOR PAI DO MUNDO”.

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  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
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