Família do-ré-mi-fá

Archive for junho 2010

Eric ainda está em fase de adaptação, mas hoje inaugurou seu 1º dia no maternalzinho. Que orgulho, meu filhote!

Levantamos todos cedinho: às 6h30 da matina. E você já estava de pé no berço e chorando quando entrei no seu quarto. Também puderas! A fralda tinha vazado e você estava tooodo molhado. Incia-se a operação troca-troca: troca a fralda, troca a roupa, troca as bolas e joga fralda suja no cesto e roupa molhada no lixo (é o horário….)

Alice pronta? Checked!
Mochila Alice pronta? Checked!
Eric pronto?  Checked!
Mochilinha Eric pronta? Checked!
HP pronto? Checked!
Dany pronta? Never…

Mas, tudo bem, como tempo de mãe é sempre apertado*, a gente acostuma a abrir mão da vaidade em prol de uma família pontual e feliz.

*(Aliás, já reparou que tempo de mãe nunca sobra no final do dia, que nem seu salário que nunca sobra no final do mês?)

Esquecer um brinco, um óculos, um colar ou um perfuminho é bobagem. Afinal, numa hora dessas, o que não dá pra esquecer é a máquina fotográfica e a câmera filmadora. E é claro que esses itens estavam completamente checked!

Então pega a máquina, a câmera, enfia na bolsa, coloca a documentação do Eric numa sacola. Inclua também um livrinho pra ler lá, caso eu seja forçada  a me separar do filhote em prol de uma filosofia pedagógica-adaptacional, pega a mochilinha do Eric, pega o meu óculos, senão eu não vou conseguir distinguir a carinha dele de longe, coloca as bolsas no carro, as crianças no banco de trás, prende o Eric na cadeirinha, e vruuuuummmm rumo à escolinha das crianças.

Mas….peraí, cadê o óculos que estava aqui? Eu juro, juro que me lembro de tê-lo pendurado na gola da camisa (ou seria naquele nó do casado jogado no ombro?) Sei lá, mas sei que ele estava aqui há 1 minuto atrás!
Ligo pra empregada, que liga pro porteiro, que avisa que meu óculos foi encontrado perto da garagem, atropelado por um carro (o nosso!) e estava completamente desfigurado. Tudo bem, tudo bem, o que é um óculos quebrado e uma mãe parcialmente cegueta em prol de uma família pontual e feliz?

E assim começou o meu dia de mãe orgulhosa da cria: completamente embaçado. Porém pontual e feliz.

***

Como já era de supor, o moleque feliz e despachado mal avistou o pátio cheio de brinquedos e de outras crianças, nem percebeu mais nossa presença ali. Ficou entretido com as tias e com todas aquelas novidades visuais e sensoriais. Conversamos com a orientadora pedagógica, HP seguiu pro trabalho e eu fiquei ali, com cara de paisagem, acompanhando Eric e as crianças em suas atividades, fingindo que minha presença era muito importante em sua adapação escolar.

Mas filhote é descolado e definitivamente não precisa da presença do papai ou da mamãe pra se sentir seguro e confortável. Só precisa de um ambiente atencioso, acolhedor e amoroso. Por isso fica tão bem com a babá quando saímos pra trabalhar. E, por isso, (faço votos!) deverá ficar bem com as ‘tias’ e os amiguinhos no ambiente escolar.

Acompanhei o pequeno no pátio aberto, no parquinho coberto, na salinha de estudos, na salinha dos bebês e no refeitório. Eu era uma visível mãe-caloura perambulando pela escola, em 1º dia de aula, com uma câmera na mão e muitas dúvidas na cabeça.
Tentei registrar todos os momentos do Eric, que alheio à minha presença se fartou de brincar no carrinho, correr atrás das bolhas de sabão e surrupiar o lanche dos colegas. Enfim, foi um dia animado pra ele, sem dúvida.

A salinha baby para um relax total

Brincando com blocos de madeira coloridos, no pátio coberto.

Entre os coleguinhas

Atividade com blocos de montar

A farra das bolhas de sabão

Rondando a mesa dos mais velhos, de olho no biscoito do colega

Sem cerimônias, Eric avança nos biscoitos do menino

Mas a tia intercepta o trombadinha fujão e o leva de volta à mesa da sua turma

Agora Eric só surrupia o lanche de sua turma

Passa o biscoito ou eu vou ter que usar este bloco amarelo!!!

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Maternalzinho

Posted on: 30/06/2010

O mês muda amanhã.
E a rotina do Eric mudará junto.

Hoje fomos novamente visitar a escolinha que o Eric estudará a partir de amanhã. Será por meio período apenas, mas o suficiente pra ele receber novos estímulos, se exercitar, e conviver com outras crianças da mesma idade. Aposto minhas fichas como ele vai se adaptar fácil e cutir a novidade. Confirmarei amanhã pra vocês.

Hoje providenciamos toda a papelada necessária: as xerox da certidão, cartela de vacinação e as fotinhos 3×4.

Falando nas fotinhos, essa é a carinha de sapeca que aparecerá em sua ficha de matrícula.


Eric – 1 ano e 4 meses

Eu tenho os pés na sua cabeça
Eu quero que você não me esqueça
Nunca mais (refrão)

O aurélio diz que sou um inseto sugador
Mais sinto muito amor
Por cabelo de anjo
Seja ele qual for
Cabelo loirinho, encaracoladinho
Mas também pode ser muito lisinho…
Moreno comprido escorrido
E também pode ser, muito curto e crespinho,
Pode ruivo, castanho, bem duro,
Qualquer tipo de cabelo me satisfaz
(refrão)
Sou muito insistente,
Sou conquistador.
Pois fico resistente aos venenos com que, você me viciou…
Shampu, sabonete, vinagre, perfume, creme, neocid, tudo eu acho normal.
Pela homeopatia tenho até simpatia
Porque ela é muito mais natural
Só tem duas coisas que vão me matando
É passar pente fino e mão me catando
(refrão)
Quando eu sou criança
O meu nome é lêndia
Mais a minha infância
Dura pouco demais…
Logo, logo eu cresço,
Pra infernizar tudo,
E faço minha casa
No teu coro cabeludo.
Não escolho cabeça nem classe social,
Pra mim rico ou podre,
É tudo igual!

Música: O PIOLHO (Bia Bedran)

***

A festa estava muito boa
Todo mundo dançava sem parar
De repente começou o coça, coça
Era o Godofredo que chegou sem avisar
Coça, coça, coça aqui
Coça, coça, coça ali
Coça ali coça acolá
Todo mundo no salão não parava de coçar

Godofredo, Godofredo o piolho
Ele adora cucuruco de pimpolho
Godofredo, Godofredo o piolho
Ele adora cucuruco de pimpolho

Corre, corre, corre meu baixinho
Godofredo o piolho já chegou
Corre, corre, ele chega de mansinho
Godofredo o piolho é um terror
Godofredo, Godofredo o piolho

Coça, coça, coça aqui
Coça, coça, coça ali
Coça ali coça acolá
Todo mundo no salão não parava de coçar

Godofredo, Godofredo o piolho
Ele adora cucuruco de pimpolho
Godofredo, Godofredo o piolho
Ele adora cucuruco de pimpolho

Godofredo adora cabeludo
Nem os carecas Godofredo perdoa
No topete ele gosta de dançar
E na careca ele vai patinar
Para acabar com esse piolho
Eta bichinho abusado
Taca xampu, pente fino, sabonete
O Godofredo vai ficar arrasado

Godofredo, Godofredo o piolho
Ele adora cucuruco de pimpolho

Música: GODOFREDO, O PIOLHO (Xuxa)

***

Sacaram como está a coisa lá em casa?
Alice pegou piolho. Vieram com força total.
Por enquanto nem eu, nem Eric, nem HP pegamos os famigerados sangue-sugas. Thanx Gód!
E Alice está há alguns dias se submetendo a famosa operação pente-fino, cujo saldo diário não se contabiliza em prisões, mas em mortes avassaladoras.

***

Não, eu não encarei o mata-mata Essa parte eu deixei pra jogadora de meio de campo, que é muito mais habilidosa e menos fresca do que eu: a babá.
Fiquei no banco de reserva, fingindo observar as jogadas, mas fechando os olhos a cada passe, na maior vista grossa.
Difícil foi dizer “não” pra pequena, que o tempo todo queria me convocar:
– Tia Dany, vem ver! Vem ver! Ah, por favor, vem ver quanto piolho saiu da minha cabeça!!!

Tá doida? Tia Dany foi ali e já volta…

(Alice, nada pessoal, mas prefiro conviver com um lado seu menos escatológico)

Eu e Eric fomos acompanhar o papai na emergência da Casa de Saúde São José (porque emergência do Copa D’Or ninguém merece!), que estava com suspeita de fratura na costela.

Dois anos atrás, maridon tb me inventou uma moda dessas… Na época resolveu praticar “esportes radicais” e se aventurou no futebol americano (gente, nunca vi troço tão violento!). O jogo era algo como brutamontes x brutamontes. E HP levou uma cotovelada tão forte nas costelas, que quebrou 4 (!) delas.

Felizmente consegui convencê-lo a parar com o esporte. O argumento não poderia ser mais persuasivo: “Imagina se você quebra os dedos?”
Para um tecladista, quebrar 4 costelas é sofrimento pequeno frente a quebra de um dos dedos.

Dois ano depois, findas as peripécias esportivas, estávamos praticando uma atividade nada radical – ensaio da nossa banda – quando HP sai do estúdio, pisa numa garrafa pet amassada e escorrega ladeira abaixo até ser escorado pela roda do carro. E, como num gol contra, seu cotovelo bate violentamente contra sua própria costela.

Como num deja vú, HP se vê novamente noites a fio sem conseguir dormir, tamanha a dor.

Moral da história1: garrafa pet amassada no chão equivale à uma casca de banana.
Moral da história 2: ensaios musicais podem ser mais perigosos que futebol americano.
Moral da história 3: a parte mais violenta do corpo masculino é o cotovelo.

***

Mas tudo isso para contar a seguinte história:

HP precisava tirar uma chapa das costelas. E eu pensava em fazer uma tomografia do Eric. Então, lá foi a família toda pra emergência ortopédica da CSSJ. De lá, liguei pro pediatra:

– Dr. J., é a mãe do Eric, tudo bem?
– Hmm.
– Bom, eu precisava fazer uma perguntinha rápida, pode ser?
– Hmm.
– Bom, é que ele caiu, bateu a cabeça e… (…)

É claro que mãe aflita nunca consegue fazer uma perguntinha rápida, né? E lá fui eu dando detalhes do ocorrido e pedindo explicações elaboradas… Dr. J. foi paciente, me orientou direitinho, inclusive informando que ali na CSSJ eu não conseguiria fazer uma tomografia, E que, se precisasse, eu deveria levá-lo no Copa D’Or. E falando em Copa D’Or…ele me pergunta:

– Você tem o telefone da minha esposa? (que tb é pediatra)
– Tenho não (respondo, enqto faço um flashback da última consulta com ela, em que meu filho deixou o consultório numa pasta de xixi com polvilho. “Não, ela não iria me atender…”)
– Então anota aí. Será mais fácil falar com ela. Pois eu estou aqui no Copa D’Or com minha mãe internada na UTI.
– Puxa, Dr. J., me desculpe, desejo melhoras a ela…
– É, mas não tem mais jeito, não.
– (glub) Puxa, errrr, me desculpe atrapalhá-lo nesta hora…
– Tudo bem, eu sou pediatra, né?

***

É por estas e outras que eu sempre fui cheia de dedos pra ligar pra médicos em geral. Até com meu obstetra, eu relutei duas horas com contrações até me convencer de que era um motivo e um horário plausível para incomodá-lo na santa paz do seu lar.

Já estava melhorando em relação a esses melindres bobos (a maternidade faz você passar por cima de qualquer acanhamento pela preservação da cria), quando me defronto com uma situação dessas, que me faz sentir a mais ilustrativa mãe sem noção.

Profissões

Posted on: 29/06/2010

Na idade da Alice eu queria ser atriz. A fatídica pergunta “O que você quer ser quando crescer?” resultava sempre na mesma convicta resposta “Atriz”.

Entre os 7 e 10 anos eu também cogitava ser cantora ou bailarina.

Mas nunca, aos 9 anos de idade, eu daria a resposta que a Alice me deu ontem:

– Bom, eu penso em algumas opções: arquiteta, bióloga, psicóloga ou astrônoma.

(!)

Ah, vale ressaltar que até os 8 anos ela queria ser “pilota de jato”.
Vai entender essas crianças de hoje em dia…

Amanhecemos num prenúncio de dia tranquilo. Apesar do sono da noite anterior ter sido irriquieto, Eric acordou bem, tomou sua dedeira passeando pela sala, ao som do dvd preferido: Patati Patatá.

O solzinho não muito forte de inverno nos dava uma brecha pra sair de casa mais tarde, sem se preocupar com uma temperatura escaupelante dos raios ultra-violeta.

E tornava ainda mais gostosa a opção de tomar o café da manhã na rua. Escolhemos o Santa Satisfação. Eric experimentou o bolo, os pães, a salada de frutas e até os ovos mexidos.

De lá, seguimos pro SESC. Eric reencontrou alguns de seus amiguinhos, mas preferiu brincar com os pombos. Em pouco tempo já investia n’outra brincadeira: fugir do SESC. De tanto tentar ir pra rua, resolvemos liberá-lo do carrinho e andar com ele a pé por todo o percurso de volta pra casa.

O pequeno foi ao delírio: andou sozinho pelas calçadas irregulares de paralelepípedos fazendo de cada elevação, declíve ou buraco, um grande desafio. Fez carinho nos cachorros que passavam, sentou no meio da rua pra fazer pirraça e voltou pretinho da cabeça aos pés.

A babá chegou logo depois da gente e foi providenciando um super banho para o meu cascãozinho. Enquanto isso, eu e HP nos preparávamos pra sair. Dia importante, chegava a hora de finalizar a nossa gravação do CD demo na Biscoito Fino.

E eis que, num descuido, a babá o deixou no box e foi até o quarto pegar a toalha. E eis que, num segundo, ouvimos um “TUM” seco e o grito da babá.
Eric tinha saído do box, escorregado no piso molhado do banheiro e batido com a cabeça no chão. Meu coração disparou num repetitivo “TUM-TUM-TUM” tão seco quanto o tombo.

Na hora foi aquela correria: pega gelo, e o menino chorando, passa na cabeça, e o menino chorando, olha pra ver se tem galo, e o menino chorando, vê se tá vermelho, e o menino chorando…Não sabíamos até onde o choro era susto ou dor.

Vermelho não ficou, nenhum galo se formou, mas o choro também não parou – tão cedo. Estamos vigilantes na observação. O pediatra disse que só é preocupante se ele tiver (em até 72 horas) os seguintes sintomas: desmaio, vômito, sonolência e irritabilidade.

Graças a Deus, meu pequeno não apresentou nenhum dos três primeiros sintomas. Mas está numa fase pirracenta em que qualquer contrariedade (ou seja, sempre que ouve “NÃO”) vira motivo de choro e irritação. Como saber até onde a irritabilidade é pirraça ou sintoma da queda?

HP me tranquilizou lembrando que essa fase já vem rolando há dias.
Bom, já se passaram as 72 horas e Eric está bem, thanx Gód!
Mas, mãe neurótica que sou, ainda não descartei a idéia de fazer um tomografia em breve.

Ju, acabou de me mandar esta matéria e eu achei interessante divulgar por aqui:

“(…) a Natura inaugurou o Espaço Mamãe e Bebê, no Spa Mais Vida, no Fashion Mall, especializado em massagens para grávidas. A ideia é promover o bem estar da mãe e do bebê e estabelecer um vínculo desde a barriga.

O bacana é que o Espaço também ensina gratuitamente a auto-massagem para gestantes A Descoberta do Vínculo, desenvolvida junto com a equipe da Unicamp. O método comprovou melhora na auto-estima e na qualidade do sono durante a gestação, além de maior conexão com o bebê (…)”

Leia a matéria completa aqui



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  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
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