Família do-ré-mi-fá

O primeiro tombo

Posted on: 29/06/2010

Amanhecemos num prenúncio de dia tranquilo. Apesar do sono da noite anterior ter sido irriquieto, Eric acordou bem, tomou sua dedeira passeando pela sala, ao som do dvd preferido: Patati Patatá.

O solzinho não muito forte de inverno nos dava uma brecha pra sair de casa mais tarde, sem se preocupar com uma temperatura escaupelante dos raios ultra-violeta.

E tornava ainda mais gostosa a opção de tomar o café da manhã na rua. Escolhemos o Santa Satisfação. Eric experimentou o bolo, os pães, a salada de frutas e até os ovos mexidos.

De lá, seguimos pro SESC. Eric reencontrou alguns de seus amiguinhos, mas preferiu brincar com os pombos. Em pouco tempo já investia n’outra brincadeira: fugir do SESC. De tanto tentar ir pra rua, resolvemos liberá-lo do carrinho e andar com ele a pé por todo o percurso de volta pra casa.

O pequeno foi ao delírio: andou sozinho pelas calçadas irregulares de paralelepípedos fazendo de cada elevação, declíve ou buraco, um grande desafio. Fez carinho nos cachorros que passavam, sentou no meio da rua pra fazer pirraça e voltou pretinho da cabeça aos pés.

A babá chegou logo depois da gente e foi providenciando um super banho para o meu cascãozinho. Enquanto isso, eu e HP nos preparávamos pra sair. Dia importante, chegava a hora de finalizar a nossa gravação do CD demo na Biscoito Fino.

E eis que, num descuido, a babá o deixou no box e foi até o quarto pegar a toalha. E eis que, num segundo, ouvimos um “TUM” seco e o grito da babá.
Eric tinha saído do box, escorregado no piso molhado do banheiro e batido com a cabeça no chão. Meu coração disparou num repetitivo “TUM-TUM-TUM” tão seco quanto o tombo.

Na hora foi aquela correria: pega gelo, e o menino chorando, passa na cabeça, e o menino chorando, olha pra ver se tem galo, e o menino chorando, vê se tá vermelho, e o menino chorando…Não sabíamos até onde o choro era susto ou dor.

Vermelho não ficou, nenhum galo se formou, mas o choro também não parou – tão cedo. Estamos vigilantes na observação. O pediatra disse que só é preocupante se ele tiver (em até 72 horas) os seguintes sintomas: desmaio, vômito, sonolência e irritabilidade.

Graças a Deus, meu pequeno não apresentou nenhum dos três primeiros sintomas. Mas está numa fase pirracenta em que qualquer contrariedade (ou seja, sempre que ouve “NÃO”) vira motivo de choro e irritação. Como saber até onde a irritabilidade é pirraça ou sintoma da queda?

HP me tranquilizou lembrando que essa fase já vem rolando há dias.
Bom, já se passaram as 72 horas e Eric está bem, thanx Gód!
Mas, mãe neurótica que sou, ainda não descartei a idéia de fazer um tomografia em breve.

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7 Respostas to "O primeiro tombo"

Meu Deus!
esses tombos são um apavoro só!
Isaac caiu no box outro dia… quase tive um negócio, mas me lembrei de estar calma pra acalmá-lo e assim conseguir conferir de verdade quais as consequências da queda.
tudo ok por aqui e espero que por aí tbm.
tenho um amigo muito querido, que tem um filho mais velho que o isaac e vive me dando conselhos. outro dia disse uqe é pra eu sempre ter em mente que cabeça de criança foi feita pra bater, de tão dura… kkkkkk
abre aspas: o filho dele é terríiiivel e vive tomando uns tombos antológicos!!!! fecha aspas.
bjocas
carol

Carol, meu marido fala quase a mesma coisa, diz que criança tem corpo fechado. Mas, como santo de casa não faz milagre, ne-ces-si-to sempre ser acalmada pelo pediatra. Outra coisa que ajuda muito nessa hora é essa troca de experiências com as mamães blogueiras desta cybermundo afora… Valeu!

gente quase infartei lendo este post.. ainda bem que o Eric tá bem.
Se servir de consolo tia Rê já passou pela mesma situação no box. Estava em uma fase super gripada, tomei um tylenol e fui dormir. De manhã fui no banheiro e quando estava terminando de escovar os dentes simplesmente desmaiei caindo dentro do box. A sorte (sorte mesmo) é que a porta de vidro amorteceu a minha queda e não quebrou em mil pedacinhos…
Acordei minutos depois com a minha mãe de um lado e o meu pai do outro desesperados tentando me trazer de volta 🙂

Rê, que loucura! Vc e suas reações inusitadas/inesperadas com remédios…Me lembro até hoje de sua reação com a anestesia no dentista e com o anti-gripal na festinha do Eric. Oxalá, misifi!
Obrigada pela preocupação. O docinho de leite agora passa bem. Mas coração de mãe é aflitivo e nunca se acalma, né…

Querida, foi só o primeiro mesmo… Hoje em dia quando vou buscar a Julia na escola é cada dia um band-aid num lugar diferente. Rezo todo dia pra que o anjo da guarda segure os dentes no lugar! Bjs no gostosão ruivo.

Ai, Marcela, jura? Eu fico em pânico só de pensar…
Mas…e ela tb já caiu tb de cabeça no chão?
Ainda bem que hoje em dia a gente pode repor quase tudo no corpo, né? Menos o “parafuso a menos”…
Por isso meu medo com as quedas de cabeça…
Bjs
PS: o gostosão tá loiro…

pois é.. .eu e os psicotrópicos nos damos super bem.. risos

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  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
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