Família do-ré-mi-fá

Archive for the ‘Cenas do cotidiano’ Category

O verão, teoricamente, começa hoje. Mas, evidentemente, no Rio de Janeiro ele começa bem mais cedo. Junto com as altas temperaturas do mês de dezembro, voltaram também as fatídicas brotoejas no pequeno. E aquele infindável coça-coça – principalmente na cabeça e no pescoço. Agora imagina a dúvida: será que a coceira é brotoeja, catapora ou piolho? E dá-lhe bolotinhas vermelhas por toda a região… Pra não sacrificar demais a pele do pequeno, resolvemos sacrificar as madeixas. E, assim, nosso Sansão perdeu a vasta cabeleira com a Edjane, que foi lá em casa disposta a exterminar seus cachos e transformar nosso moleque feliz em homenzinho feliz.
Como Eric não pode sair de casa e freqüentar salões, o salão teve de ir até ele, que cortou o cabelo no seu cadeirão de refeição, se divertiu com o spray d’água da cabelereira, mas reclamou demais da máquina zero e dos cabelinhos que caíam espetando e coçando seu corpinho. Saiu da sessão de tortura alguns “kilos mais leve”, bem menos calorento e ir-re-co-nhe-cí-vel! Era uma outra criança ali na minha frente (em breve publico fotos, assim que conseguir fazer minha máquina ligar de novo).

Na mesma noite, mais mudanças: a arquiteta apresentou seu projeto para a sala e pro quarto das crianças. Adorei!
Em breve teremos a casa e os moradores da casa de visual novo! 😉

Eu tenho os pés na sua cabeça
Eu quero que você não me esqueça
Nunca mais (refrão)

O aurélio diz que sou um inseto sugador
Mais sinto muito amor
Por cabelo de anjo
Seja ele qual for
Cabelo loirinho, encaracoladinho
Mas também pode ser muito lisinho…
Moreno comprido escorrido
E também pode ser, muito curto e crespinho,
Pode ruivo, castanho, bem duro,
Qualquer tipo de cabelo me satisfaz
(refrão)
Sou muito insistente,
Sou conquistador.
Pois fico resistente aos venenos com que, você me viciou…
Shampu, sabonete, vinagre, perfume, creme, neocid, tudo eu acho normal.
Pela homeopatia tenho até simpatia
Porque ela é muito mais natural
Só tem duas coisas que vão me matando
É passar pente fino e mão me catando
(refrão)
Quando eu sou criança
O meu nome é lêndia
Mais a minha infância
Dura pouco demais…
Logo, logo eu cresço,
Pra infernizar tudo,
E faço minha casa
No teu coro cabeludo.
Não escolho cabeça nem classe social,
Pra mim rico ou podre,
É tudo igual!

Música: O PIOLHO (Bia Bedran)

***

A festa estava muito boa
Todo mundo dançava sem parar
De repente começou o coça, coça
Era o Godofredo que chegou sem avisar
Coça, coça, coça aqui
Coça, coça, coça ali
Coça ali coça acolá
Todo mundo no salão não parava de coçar

Godofredo, Godofredo o piolho
Ele adora cucuruco de pimpolho
Godofredo, Godofredo o piolho
Ele adora cucuruco de pimpolho

Corre, corre, corre meu baixinho
Godofredo o piolho já chegou
Corre, corre, ele chega de mansinho
Godofredo o piolho é um terror
Godofredo, Godofredo o piolho

Coça, coça, coça aqui
Coça, coça, coça ali
Coça ali coça acolá
Todo mundo no salão não parava de coçar

Godofredo, Godofredo o piolho
Ele adora cucuruco de pimpolho
Godofredo, Godofredo o piolho
Ele adora cucuruco de pimpolho

Godofredo adora cabeludo
Nem os carecas Godofredo perdoa
No topete ele gosta de dançar
E na careca ele vai patinar
Para acabar com esse piolho
Eta bichinho abusado
Taca xampu, pente fino, sabonete
O Godofredo vai ficar arrasado

Godofredo, Godofredo o piolho
Ele adora cucuruco de pimpolho

Música: GODOFREDO, O PIOLHO (Xuxa)

***

Sacaram como está a coisa lá em casa?
Alice pegou piolho. Vieram com força total.
Por enquanto nem eu, nem Eric, nem HP pegamos os famigerados sangue-sugas. Thanx Gód!
E Alice está há alguns dias se submetendo a famosa operação pente-fino, cujo saldo diário não se contabiliza em prisões, mas em mortes avassaladoras.

***

Não, eu não encarei o mata-mata Essa parte eu deixei pra jogadora de meio de campo, que é muito mais habilidosa e menos fresca do que eu: a babá.
Fiquei no banco de reserva, fingindo observar as jogadas, mas fechando os olhos a cada passe, na maior vista grossa.
Difícil foi dizer “não” pra pequena, que o tempo todo queria me convocar:
– Tia Dany, vem ver! Vem ver! Ah, por favor, vem ver quanto piolho saiu da minha cabeça!!!

Tá doida? Tia Dany foi ali e já volta…

(Alice, nada pessoal, mas prefiro conviver com um lado seu menos escatológico)

Amanhecemos num prenúncio de dia tranquilo. Apesar do sono da noite anterior ter sido irriquieto, Eric acordou bem, tomou sua dedeira passeando pela sala, ao som do dvd preferido: Patati Patatá.

O solzinho não muito forte de inverno nos dava uma brecha pra sair de casa mais tarde, sem se preocupar com uma temperatura escaupelante dos raios ultra-violeta.

E tornava ainda mais gostosa a opção de tomar o café da manhã na rua. Escolhemos o Santa Satisfação. Eric experimentou o bolo, os pães, a salada de frutas e até os ovos mexidos.

De lá, seguimos pro SESC. Eric reencontrou alguns de seus amiguinhos, mas preferiu brincar com os pombos. Em pouco tempo já investia n’outra brincadeira: fugir do SESC. De tanto tentar ir pra rua, resolvemos liberá-lo do carrinho e andar com ele a pé por todo o percurso de volta pra casa.

O pequeno foi ao delírio: andou sozinho pelas calçadas irregulares de paralelepípedos fazendo de cada elevação, declíve ou buraco, um grande desafio. Fez carinho nos cachorros que passavam, sentou no meio da rua pra fazer pirraça e voltou pretinho da cabeça aos pés.

A babá chegou logo depois da gente e foi providenciando um super banho para o meu cascãozinho. Enquanto isso, eu e HP nos preparávamos pra sair. Dia importante, chegava a hora de finalizar a nossa gravação do CD demo na Biscoito Fino.

E eis que, num descuido, a babá o deixou no box e foi até o quarto pegar a toalha. E eis que, num segundo, ouvimos um “TUM” seco e o grito da babá.
Eric tinha saído do box, escorregado no piso molhado do banheiro e batido com a cabeça no chão. Meu coração disparou num repetitivo “TUM-TUM-TUM” tão seco quanto o tombo.

Na hora foi aquela correria: pega gelo, e o menino chorando, passa na cabeça, e o menino chorando, olha pra ver se tem galo, e o menino chorando, vê se tá vermelho, e o menino chorando…Não sabíamos até onde o choro era susto ou dor.

Vermelho não ficou, nenhum galo se formou, mas o choro também não parou – tão cedo. Estamos vigilantes na observação. O pediatra disse que só é preocupante se ele tiver (em até 72 horas) os seguintes sintomas: desmaio, vômito, sonolência e irritabilidade.

Graças a Deus, meu pequeno não apresentou nenhum dos três primeiros sintomas. Mas está numa fase pirracenta em que qualquer contrariedade (ou seja, sempre que ouve “NÃO”) vira motivo de choro e irritação. Como saber até onde a irritabilidade é pirraça ou sintoma da queda?

HP me tranquilizou lembrando que essa fase já vem rolando há dias.
Bom, já se passaram as 72 horas e Eric está bem, thanx Gód!
Mas, mãe neurótica que sou, ainda não descartei a idéia de fazer um tomografia em breve.

Bacuri não tem a menor noção do que está acontecendo, mas sua rotina já foi afetada pelo barulho ensurdecedor de sua 1ª Copa do Mundo: a Copa das vuvuzelas.

Uma coisa agora é certa: seu cochilo nunca mais será o mesmo em dias de jogo.

Como se não bastassem as 3 vuvuzelas que HP providenciou lá pra casa, Alice ontem chegou com mais uma: a vuvuzela da Coca-Cola!

Ok, de fato a cornetinha é bonitinha e até engana como um inocente brinquedo ou souvenir decorativo. Mas o barulho…..aaaahhhhh….esse não engana, jamais!

Fuuuuóóóooommmm!!!

Brasil 2 x 1 Coréia do Norte. Êhhhh!!!!

Ops, ficou escura…

Ahhh, agora melhorou!
(foto tirada pela Alice)

Cena clássica: acordo pela manhã com um “nhé-hum-nhé- hum-buááá” e lá vou n’outro quartinho ver meu menininho que acabou de acordar.
Mas não dá pra segurar: ao me deparar com ele ali, sentado no bercinho, de carinha amassada, tenho uma crise de RISO. 

Fala sério, né? Impossível segurar o riso com um bebê que acorda com ESTE CABELO!!! 

 

 

“Hmmmm, agora entendi
porque chamam o bacuri
de cacatua“…

E bacuri cismou com o óculos rock’n roll que usamos nos shows. Queria-porque-queria experimentar. Então tá, né?

“Não tô lindcho, mamãe?”

Experimentando os sapatos novos
“Eu não disse que cabiam em mim, papai?”

 

Para comparação:
sandália 22 do Eric X sandália 45 do papai



  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
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