Família do-ré-mi-fá

Archive for the ‘contos crônicas poesias’ Category

Bonito texto, que já recebi várias vezes por e-mail, mas nunca publiquei aqui. Então, lá vai:

ANTES DE SER MÃE 

(Silvia Schmidt)

Antes de ser mãe, eu fazia e comia
os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas,
tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria,
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes
Antes de ser mãe,
eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e
nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava:
Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então,
eram coisas em que eu não pensava.

 
Antes de ser mãe,
 ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
Nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.
Antes de ser mãe,
eu tinha controle sobre a minha mente,
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos,
 e dormia a noite toda.
 

Antes de ser mãe,eu nunca tive que
segurar uma criança chorando,
para que médicos pudessem fazer testes
ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos
olhos que choravam.
Nunca fiquei gloriosamente feliz
com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas
olhando um bebê dormindo.
Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança,
só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar,
quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina,
pudesse mudar tanto a minha vida e
que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.
 

Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação,
de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Não conhecia a felicidade de
alimentar um bebê faminto.
Não conhecia esse laço que existe
entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino,
 pudesse fazer-me sentir tão importante.
  Antes de ser mãe, eu nunca me levantei
à noite toda , cada 10 minutos, para me
certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor,
 a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter
sentimentos tão fortes.
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil
e tão forte ao mesmo tempo.
Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!

Anúncios

Ontem meu filho recebeu a primeira mordida de coleguinha na escola. A babá é que identificou e foi me avisar: “Olha essa marquinha aqui no braço dele… adivinha o que é?”
Não atinei, confesso.
“Mordida”, explicou ela.
Só aí enxerguei os dentinhos na marca do bracinho. Peguei sua agenda escolar e lá estava registrado o “causo”.
Dizia assim: “…numa disputa por um brinquedo, Eric levou um ‘beijinho’ no braço. Colocamos gelo”.
É nessas horas que cai a ficha de que nosso pequeno serzinho é um ser humano com personalidade própria, que já defende suas vontades e interesses pessoais no meio social em que vive. Brigou por algo que queria. Faz parte da infância. Levou uma mordida. Faz parte da idade. Na minha cabeça, só não faria parte se ELE desse a mordida. Ah, não! Isso me deixaria mordida. Não crio meu filho pra jogar sujo nem tomar medidas violentas pra conseguir o que quer. Durmo mais tranquila pensando que é melhor criá-lo para se defender do que atacar. A mãe do outro garoto é que tenha insônias pensando em como educar o filho agressivo.

Entretanto, se bem conheço meu rapazinho, ele deve ter levado a mordida, chorado por alguns segundos, mas logo esquecido o caso; voltado a brincar e a sorrir, como faz parte de seu comportamento. Aliás, como faz parte da criança.

Pensando nisso, lembrei de um conto do Paulo Coelho, que saiu numa dessas revistas de Domingo, há 1 ano atrás:

Perguntaram a Dov Beer de Mezeritch:

– Qual o melhor exemplo a seguir? O dos homens piedosos, que dedicam sua vida a Deus sem perguntar por que, ou o dos homens cultos, que procuram entender a vontade do Altíssimo?

– O melhor exemplo é a criança, que possui quatro qualidades que nunca devíamos nos esquecer. Está sempre alegre sem razão. Está sempre ocupada. Quando deseja qualquer coisa, sabe exigi-la com insistência e determinação. Finalmente, consegue parar de chorar muito rápido.



  • Nenhum
  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
  • cleonice: gostaria de receber os protetores de colchaõ traveseiro edredom da casa co alergista como faço para comprar