Família do-ré-mi-fá

Archive for the ‘Gravidez’ Category

Ganhei de aniversário um dos presentes mais providenciais e essenciais a este meu período: uma super massagem para gestantes, de uma hora e meia, num dos SPAs mais chiques do Rio de Janeiro – o SPA MAIS VIDA, no Fashion Mall, um empreendimento da Natura.

Sem querer, escolhi o dia de maior tensão no Rio de Janeiro: durante a guerra da polícia com os traficantes cariocas no morro do Alemão e Vila Cruzeiro, depois de vários ataques de terror e vandalismo que acometeram a cidade nos últimos dias.

Então, a cena era esta: o Rio de Janeiro em pé de guerra, os cariocas todos com medo de botar a cara na rua e eu me despencando pra São Conrado pra relaxar num SPA….

Me serviram água de frutas, preenchi um cadastro com detalhes sobre minha saúde e meu estilo de vida, descansei ao som de uma música new age respirando um cheiro mentolado no ar, até começar a massagem.

A sessão começou com um escalda-pés, em água morna com essência de lavanda e pétalas de rosa. Enquanto isso, massagem nos ombros e pescoço.

Depois deitei numa cama aquecida, abraçando uma almofada ergonômica, com cobertas por cima do corpo, enquanto recebia massagens nas pernas, pés e braços, revezando os dois lados, sempre com os cremes da linha Mamãe e Bebê, da Natura. Barriga pra cima, agora era vez da massagem na cabeça. Uma música clássica e um aromatizante gostoso no ar completavam a proposta zen do ambiente.

Saí flutuando.

(Triste era sair desse nirvana e encarar a tensão de passar pela Rocinha, num dia como aqueles no Rio de Janeiro).
Valeu, Ju! Agredeço a você e ao Mall por esta oportunidade – como eu tava precisando!…
Já falei que adoro o emprego do seu marido? rsrs

Mais sobre o Spa Mais Vida:

Revista Pais e Filhos

Approach

Mamãe e Bebê

Anúncios

Ando cansada… Tem sido difícil acordar cedo, passar 8 horas trabalhando, resolver mil coisas em 1 hora de almoço, chegar em casa e cuidar da vida doméstica e das crianças, ter tempo pro marido, ter tempo pra mim, preparar o dia seguinte, dormir pouco e começar tudo de novo…

Isso quando ainda não resolvemos coisas depois do trabalho, saímos, ou ensaiamos com a banda até quase meia-noite.

Este fim de semana tivemos vários compromissos de de manhã até de noite. E no domingo ainda inventei de fazer faxina e arrumação na casa. Chamei uma babá pra ficar com o Eric, já que o HP teria compromissos fora, arregacei as mangas e fiz uma reformulação nos armários da cozinha e da sala. Guaxinim que sou, como diz maridón, ainda lavei tudo o que podia e que não podia. Terminei o dia realizada com o feito, porém um caco.

Minha mãe alertou sobre o quanto isso podia ser ruim pro bebê, afinal estou com 7 meses de gravidez e não páro um segundo. Insistiu que eu devia descansar mais, pro bem do bebê. Mas, é aquela coisa: pra conselho de mãe, a gente dá um desconto, já que elas são sempre muito preocupadas com tudo. A ficha só caiu quando ouvi o mesmo discurso da boca da minha enteada de (apenas) 9 anos: “tia, Dany, vc nunca pára, tá sempre trabalhando fora ou trabalhando em casa. Coitado do bebê…” Dito exatamente assim, despretensiosamente, durante o jantar. Tive de concordar.

Achei melhor levar a sério os avisos e, desde de domingo, instituí um ritual de relaxamento noturno. Tomo um banho morno e demorado, coloco umas essências no quarto, ligo um abajour fraco, ponho Enya no som, deito e passo meus cremes no corpo (Natura para gestantes – um pra barriga e seios, outro para pernas e pés) e depois leio alguma revista ou livro. É minha horinha só minha. E do bebê.

Mas, como nem tudo é perfeito, apesar do corpo conseguir parar um pouco, a cabeça continua a mil. E, no meio do relax, me pego fazendo listinhas do que preciso resolver pro dia seguinte, pra próxima semana, pro próximo mês…

Esta fase da gravidez é puro perrengue e emoção. A azia chega com força total, o estômago parece afrontado o dia inteiro, os tornozelos incham, as câimbras…ai, as câimbras…me assaltam toda noite com dores inimagináveis, que não me deixam dormir.
Em compensação, bacurizinho ainda encontra espaço no seu kitnet subaquático para chutar, golpear e dar cambalhotas inimagináveis. E cada movimento dele é uma delícia de sentir. Pura emoção.

É…”Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”

E lá estava eu…

Gestante que se preze é “rata” de evento pra gestante. Entenda o “se preze” como aquela gestante de primeira viagem. Nas seguintes, a gente fica bem mais displicente ou “preguiçosa”. Na gravidez do Eric eu frequentei TODAS as feiras de bebê e gestante, li tudo que caía nas minhas mãos sobre o assunto, me inteirei sobre a vida materna de A a Z. Nesta gravidez, olha só que iniciativa, eu frequentei o Gestante Ativa – e isso no 7º mês de gravidez…
Valeu. Fiz uma massagem relaxante, tive orientações nutricionais, orientações de odontopediatria, tomei um café da manhã com as barrigudas e ganhei um milhão de brindes (bem legais)
A caminhada? Bom, a caminhada eu não fiz não. Deu uma preguiça…

Saiba mais sobre o evento aqui

2 anos

Posted on: 09/11/2010

Maridón ontem me pergunta se eu prefiro almoçar ou jantar fora com ele hoje.
Em plena terça-feira (?)
“Ué, por que?” – estranho.
“Pensa, Dany, que dia é amanhã?”
“Dia 09 de novembro. E…???”
“Que data tá marcada na sua aliança?”
“Ih, é verdade! 2 anos juntos!”

Sou desligada com datas. Já maridón é ligadíssimo. Aqui em casa subvertemos a estatística dos sexos: é o homem quem lembra dos dias comemorativos.

***

No dia 09 de novembro de 2009 trocamos alianças. Não havia uma igreja, cartório ou casa de festas. Mas nossos parentes e amigos mais queridos estavam lá. E muitos choraram (como em qualquer casamento) no “momento das alianças”. As diferenças de um casamento comum pro nosso: A “igreja” era uma casa de shows; o “altar” era um palco, as “velas” eram luzes estroboscópicas, a “ornamentação” eram cabos, instrumentos, luzes coloridas, fumaça de gelo seco, caixas de retorno. O “pastor, padre, juiz ou orador” era o próprio “noivo”. E a “noiva”….bom, a noiva nem sabia que ia “CASAR”.

Assim estava garantida minha surpresa mór da noite.
Eu estava lá apenas para fazer um show em comemoração ao meu aniversário. Comemorávamos também à chegada do bebê (6 meses de gravidez). Tínhamos reunido uns amigos músicos, montado um show para apresentá-lo numa festa de aniversário, escolhido uma casa de shows na Zona Sul da cidade, convidado nossos amigos e parentes e, ao final do show abriríamos espaço para uma Jam Session, onde qualquer um poderia participar tocando ou cantando seu repertório favorito. O script da festa estava todo montado e acertado. Eu só não contava com a surpresa no meio do show.
HP parou a banda, anunciou um momento-surpresa, pediu pra eu descer do palco e, assim, bem de improviso (porque nada disso foi ensaiado) fez umas piadas e cantou 3 músicas engraçadinhas. O povo achou que era apenas um momento-humor. Mas…pra que raios a Dany precisava sair do palco? – muitos devem ter se perguntado – inclusive eu. No meio da terceira música, ele me chamou de volta. Fez uma declaração sobre o tempo em que estávamos juntos e chamou a filha dele ao palco. Alice subiu trazendo uma caixinha de alianças. HP ajoelhou, me pediu em casamento e botou a aliança no meu dedo. Nos beijamos. Coloquei a dele também. Eu tremia. Nos beijamos novamente. A platéia chorava. E retomamos a música interrompida. Foi lindo. Diferente, inusitado, espontâneo. Bem ao estilo HP.
Naquela noite eu tive a certeza de que os melhores momentos da vida acontecem assim: sem ensaio.

***

E assim HP saiu hoje da ZN na hora do almoço, enfrentou meia hora de trânsito pra me encontrar na ZS e aproveitar só 1 horinha de almoço comigo.

Não pudemos nos dar ao luxo de sair pra jantar, porque aquele carinha que estava assistindo tudo, de dentro da barriga, há 2 anos atrás, tinha pediatra hoje à noite.

Madagascar 3

Posted on: 28/10/2010

Uma vez estávamos na pracinha com o Eric e conversávamos com uma mãe que tinha 3 filhos. Ela devia ter a minha idade e filhos com idades entre 10, 6 e 1.
HP, na tentativa de me dissuadir da idéia de mais um filho, perguntou à ela: “O que vc diria pra alguém que quer ter três crianças em casa?” Ela arregalou aqueles olhos de olheiras no pé, e respondeu: “Não faça isso. 1 é pouco, 2 é bom, mas 3 é selvageria!”

A partir deste dia, a expressão “selvageria” passou a permear nossas conversas sobre a ampliação da família. HP sempre repetindo que viveríamos numa selva: “Lembra do que disse aquela mãe?” E eu afirmando que estava preparada pra selva. Imagina, quem de fato está?

Minha vida na selva está chegando. Em 2011 nossa Madagascar imaginária se instalará na residência da família dó-ré-mi-fa-sol. Protagonizaremos a nova versão da animação da Dreamworks: Madagascar 3!

Por enquanto, o elenco se prepara em seus papéis, enquanto o caçula ensaia a canção “Eu me remexo muito! Eu me remexo muito!” aqui na minha barriga. 😉

Muita coisa aconteceu neste período de ausência. Nos primeiros quatro meses da gravidez eu passei muito mal. Ficava enjoada o dia inteiro, vomitava, dormia feito uma condenada e me sentia muito mal. Igualzinha à gravidez do Eric. Em suma, eu queria hibernar ou sumir. Entre o quarto e quinto mês, a coisa começou a estabilizar. Fui melhorando dos enjôos e do cansaço, voltei à fase ativa, voltei à vida normal e voltei a ser eu. Bom, um “eu” um pouco diferente, é claro. Porque carregar uma barriga deste tamanhão não lembra muito meu “eu”. Muito menos minha vida normal. Mas, vou te falar, nunca meu eu e minha vida normal estiveram tão felizes!
***
Comecei uma grande faxina e arrumação na casa (haja disposição!), estou planejando grandes mudanças na sala e nos quartos, pretendo contratar uma arquiteta para viabilizar as idéias que tenho na cabeça e tudo está se resolvendo num ritimo um pouco mais devagar, porém mais tranquilo.
***
Aliás, a ansiedade com a chegada do segundo filho realmente nem se compara à ansiedade do primeiro. Quem é marinheira de segunda viagem há de concordar comigo. A gente já sabe o que acontece, já entende a maioria dos porquês, já está com boa parte do enxoval comprado (no meu caso praticamente 90% reaproveitado), já não esquenta com qualquer bobagem e já sabe o que esperar de todos esses loucos nove meses de espera.

Também relaxei com outras coisas. Desta vez foi impossível seguir algumas recomendações básicas, referentes à alimentação e ao repouso. Carreguei Eric no colo quase todos os dias destes últimos 5 meses; continuei com a agenda de shows, ensaiando semanalmente e pulando no palco umas 2x por mês; não parei de trabalhar um só dia por conta do mal-estar; não cortei a cafeína, que tanto me ajudou na fase mal-estar; sucumbi aos remédios pra enjôo; não me alimentei muito bem, confesso; não dormi as horas suficientes; tive 2 gripes e precisei tomar tylenol e vitamina C.
***
A segunda gravidez é realmente bem diferente da primeira. Que meu caçula nunca leia isso, mas coitado, enquanto o irmão mais velho teve mil fotos registradas da barriga desde o 3º mês de gravidez, eu fui bater as primeiras fotos desta barriga só agora no quinto mês. Enquanto o primogênito teve praticamente todas as ultras gravadas, eu só gravei a ultra dos 4 meses do caçula. Enquanto o primeiro usou todo um enxoval novinho, o segundo usará um enxoval 90% reaproveitado do irmão.

Outro dia minha mãe perguntou com quantas semanas eu estava. Disse a ela que não lembrava, mas, peraí, que eu ia consultar a newsletter que assino e que me avisa por email em que semana gestacional estou. Newsletter consultada, informo a ela: 21 semanas. E segue outra pergunta:
– E isso corresponde a quantos meses?
– Ah, mãe, não faz pergunta difícil…

Ela ficou horrorizada. Lembrou que na gravidez do Eric eu sabia de cór não só a tabela das semanas e meses correspondentes, como tb tinha decorado o que acontecia ao feto a cada semana.
***
A reação das pessoas tb muda em relação à sua 2ª gravidez.

1) recebendo a notícia de sua 1ª gravidez:

– É, estou grávida…
– Nossa, meus parabéns!!! Que máximo!!! Que alegria!!! Parabéns!!! Qtos meses? Menina? Menino? Que lindo!!!

2) recebendo a notícia de sua 2ª gravidez:

– É, estou grávida…
– Nossa, corajosa, hein?



  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
  • cleonice: gostaria de receber os protetores de colchaõ traveseiro edredom da casa co alergista como faço para comprar