Família do-ré-mi-fá

Archive for the ‘Pai’ Category

2 anos

Posted on: 09/11/2010

Maridón ontem me pergunta se eu prefiro almoçar ou jantar fora com ele hoje.
Em plena terça-feira (?)
“Ué, por que?” – estranho.
“Pensa, Dany, que dia é amanhã?”
“Dia 09 de novembro. E…???”
“Que data tá marcada na sua aliança?”
“Ih, é verdade! 2 anos juntos!”

Sou desligada com datas. Já maridón é ligadíssimo. Aqui em casa subvertemos a estatística dos sexos: é o homem quem lembra dos dias comemorativos.

***

No dia 09 de novembro de 2009 trocamos alianças. Não havia uma igreja, cartório ou casa de festas. Mas nossos parentes e amigos mais queridos estavam lá. E muitos choraram (como em qualquer casamento) no “momento das alianças”. As diferenças de um casamento comum pro nosso: A “igreja” era uma casa de shows; o “altar” era um palco, as “velas” eram luzes estroboscópicas, a “ornamentação” eram cabos, instrumentos, luzes coloridas, fumaça de gelo seco, caixas de retorno. O “pastor, padre, juiz ou orador” era o próprio “noivo”. E a “noiva”….bom, a noiva nem sabia que ia “CASAR”.

Assim estava garantida minha surpresa mór da noite.
Eu estava lá apenas para fazer um show em comemoração ao meu aniversário. Comemorávamos também à chegada do bebê (6 meses de gravidez). Tínhamos reunido uns amigos músicos, montado um show para apresentá-lo numa festa de aniversário, escolhido uma casa de shows na Zona Sul da cidade, convidado nossos amigos e parentes e, ao final do show abriríamos espaço para uma Jam Session, onde qualquer um poderia participar tocando ou cantando seu repertório favorito. O script da festa estava todo montado e acertado. Eu só não contava com a surpresa no meio do show.
HP parou a banda, anunciou um momento-surpresa, pediu pra eu descer do palco e, assim, bem de improviso (porque nada disso foi ensaiado) fez umas piadas e cantou 3 músicas engraçadinhas. O povo achou que era apenas um momento-humor. Mas…pra que raios a Dany precisava sair do palco? – muitos devem ter se perguntado – inclusive eu. No meio da terceira música, ele me chamou de volta. Fez uma declaração sobre o tempo em que estávamos juntos e chamou a filha dele ao palco. Alice subiu trazendo uma caixinha de alianças. HP ajoelhou, me pediu em casamento e botou a aliança no meu dedo. Nos beijamos. Coloquei a dele também. Eu tremia. Nos beijamos novamente. A platéia chorava. E retomamos a música interrompida. Foi lindo. Diferente, inusitado, espontâneo. Bem ao estilo HP.
Naquela noite eu tive a certeza de que os melhores momentos da vida acontecem assim: sem ensaio.

***

E assim HP saiu hoje da ZN na hora do almoço, enfrentou meia hora de trânsito pra me encontrar na ZS e aproveitar só 1 horinha de almoço comigo.

Não pudemos nos dar ao luxo de sair pra jantar, porque aquele carinha que estava assistindo tudo, de dentro da barriga, há 2 anos atrás, tinha pediatra hoje à noite.

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Voltamos! Com uma novidade e uma explicação.
Primeiro a explicação:
Até agora este blog se chamou “Família Dó Ré Mi Fá“. Mas a url que escolhi era “Família Dó Ré Mi Fá Sol“. Alguma suspeita do por quê?
Será que não estava disponível a url com o título do blog?
Não, queridos amigos. A url do blog foi escolhida como uma aposta no futuro. Eu sonhava que nossa família, composta por quatro integrantes (Dó, Re, Mi, Fá = Dany, HP, Eric e Alice) se transformasse em cinco. Estava ainda em processo de convencimento do maridón, gastando todos os meus argumentos na proposta de nossa família ganhar mais uma nota musical.

E eis que veio o nosso SOL! Para iluminar ainda mais e dar um novo tom à família dó-ré-mi-fá.

Seja bem-vindo, meu amor. Sua mãe, seu pai e seus irmãos estão muito felizes e aguardam ansiosos a sua chegada!

O repertório de temas musicais que o papai escolhe para embalar ou entreter o pequeno, eu diria que é deveras eclético e original.

Só para ilustrar, aqui vão dois exemplos:

Muppets para entreter: geralmente quando preciso trocar fraldas ou cortar as unhas de um bebê que não pára quieto. Tiro e queda! É só papai cantar, que Eric sossega mãozinhas e perninhas, mantendo frenéticas apenas as gargalhadas – tão gostosas, que até me desconcentram e paro para prestar atenção neles.

Para ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=wM89T74MPnE

Star Wars para dormir: papai pega Eric no colo, dá umas sacodidinhas, enquanto cantarola Binary Sunset – o tema da força, de Star Wars. Soa um pouco nada a ver? Pois funciona que é uma beleza! Os tons graves e fortes da canção, na voz do papai, devem ter algum efeito anestesiante para o pequeno.

Para ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=wEUGF3NGbPg

(Texto escrito qdo o Eric tinha 9 meses de idade)

* Seu pai me derrete quando te olha sorrindo e pergunta pra mim: “Tem coisa mais linda que esse sorriso?”

* Seu pai te chama de “moleque feliz”. Porque você vive sorrindo (e agora com 2 dentinhos em cima). De tanto ouvir isso, sua irmã também passou a te chamar assim.

* Você a-do-ra falar “ai”. E fica exercitando a nova interjeição em diferentes entonações. A gente sempre te imita e é aí que você fica mais empolgado. Quase grita de tão animado que fica. Nessas horas papai sempre aproveita pra juntar uma consoante e te ensinar a falar “PAI”.  Dura concorrência: acho que você vai acabar falando “pai” primeiro que “mãe”.  

*Seu pai sempre comenta que fizemos uma coisinha tão linda e pergunta: “Você imaginou que faria algo assim?” E a gente te olha num uníssono suspiro, com um sorriso que diz tudo.

* Seu pai sempre me dizia, todo metido, que tinha experiência em cuidar de crianças. “Pra que fazer curso de grávidos se eu já sei tudo?” ; “Pra que pedir ajuda, se eu tô aqui?”; “Pra que se estressar se eu posso fazer por você?”

* Seu pai fez o curso de grávidos e descobriu que não sabia tudo. Aceitou algumas ajudas por entender que isso me deixava mais tranqüila. E percebeu que não podia fazer tudo por mim, quando conheceu minha maior agonia: a amamentação. Mas me ajudou em absolutamente TODO O RESTO.

* Seu pai faz TUDO o que uma mãe pode fazer por um filho, menos “dar peito”, como ele mesmo diz. Papai troca fraldas com qualquer quantidade e consistência de “Nº2″; prepara a banheira com água morninha; dá banho;  prepara mamadeira e papinhas; alimenta você; troca sua roupinha (só não sabe combinar os modelitos, mas isso a gente dá um desconto); passeia com você no colo, no carrinho na mochilinha e na cadeirinha; canta musiquinha do Star Wars pra fazer você dormir; dança e faz caretas pra te arrancar sorrisos; te coloca sobre o peito, mesmo sob o risco de você arrancar todos os seus pelinhos (e arranca mesmo!); te enche de beijinhos enquanto você treina o “tapa-na-cara” e o “bora-puxar-cabelo”; te ensina o que pode e o que não pode; fica sempre vigilante pra você não se machucar; te diverte com as brincadeiras que você mais gostar.

* É fato que seu pai sempre posou de sabichão no quesito FILHOS. Mas duas coisas eu tenho que admitir:
– Essa postura dele realmente me tranquilizou pra que eu experimentasse a maternidade com muito mais segurança – apenas por saber que ele estava lá.
– Seu pai criou sua irmã praticamente sozinho. E olha aí a moça bonita, saudável e bem resolvida que ela é. Seu pai foi e é pra ela o que podemos chamar de “PÃE”. E esse exercício diário, meu filho, fez dele – e faz dele até hoje – o que podemos chamar de “O MELHOR PAI DO MUNDO”.



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  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
  • cleonice: gostaria de receber os protetores de colchaõ traveseiro edredom da casa co alergista como faço para comprar