Família do-ré-mi-fá

Archive for the ‘Programação Cultural’ Category

E lá fomos nós no feriado experimentar o tal “Teatro para Bebês”, que já comentei aqui. Fiquei curiosa em saber qual seria a reação do Eric. E, claro, descobrir se a atriz conseguia realmente manter bebês entretidos.

Já na entrada do teatro, nos deparamos com vários bebês esperando na porta o espetáculo começar. O curioso é que nenhum deles interagia. Uns estavam amuados num canto, outros sentados no chão, outros no colo das mães, outros no carrinho….e Eric já me entra marcando presença e querendo se relacionar. Foi de bebê em bebê, cutucando um, mexendo com o brinquedo do outro, trocando palavras (digo, sons) com os bebês e sorrisos com as mamães. Em um segundo todas as mães já sabiam o nome dele.

E isso o nome que mais se ouvia no corredor do teatro:
– “vai filho, vai brincar o Eric
– “joga a bola pro Eric, filho”
– “ih, olha o amiguinho Eric aí…”
– “empresta pro seu amigo Eric?”
– “segura a mãozinha do Eric tb, filha”
– “Bernardo, esse é o Eric. Eric esse é o Bernardo”

E por aí vai…
Muito espaçoso e interativo este menino, sem dúvida. Só não puxou à mãe…

Mas voltando à peça. O chão do teatro é todo forrado com tapetinhos emborrachados; mães tiram os sapatos e sentam-se no chão, administrando os filhotes no colo. Os pais sentam-se logo atrás, nas cadeiras normais do teatro, e ficam invariavelmente responsáveis por administrar as fotos.

A peça é curta – dura apenas uns 30 minutos – o máximo que a atenção deles consegue se manter, segundo a autora do espetáculo. Não com o Eric, sem dúvida. Meu interativo estava hiperativo e deu um baita trabalho: queria se desprender de mim, andar até o “palco”, interagir com a atriz e entrar no enredo da peça. Os brinquedos, então, nem se fale! Estava convencido de que tudo estava ali pra ELE.
Dá próxima vez, me lembrem de levar aquela “coleirinha para bebês“.

Mas o melhor veio depois. Após 30 min de bebês inquietos, chorosos e ávidos por brincadeiras, eis que a peça termina e TODOS os apetrechos do cenário ficam disponíveis pra curtição deles. E nossa também – já que finalmente somos autorizadas a liberar os rebentos e interagir com a platéia. HP, pra não fugir à regra de todas as nossas saídas, também encontrou conhecidos no teatrinho para bebês.

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Tento sempre diversificar a progamação cultural das crianças lá de casa e, junto a isso, proporcionar a eles um amplo leque musical. Com esse propósito, levei o pequeno e a irmã para assistir ao grupo vocal BR6 na Modern Sound. Sou fã de grupos vocais e suspeitamente apaixonada pelo gênero, visto que foi o pai deles quem me levou pra cantar nos primeiros grupos vocais que participei. Foi ele quem me introduziu neste rico universo da música a cappella (executada sem ajuda de instrumentos musicais, só no “gogó”). Foi com ele que assisti grandes nomes da “vocal band” e conheci o elaborado trabalho de “percussão vocal”. Foi ele quem escreveu alguns dos arranjos que cantei. Foi pela voz dele que me encantei com o naipe dos baixos. E foi ele quem apostou na minha voz de soprano lírica.
E eu, claro, não poderia deixar de apresentar ao meu filho essa paixão musical que faz parte da minha história com o pai dele.Falando especificamente do BR6: foi pela iniciativa da Crismarie, mezzo do grupo, que tivemos aqui no Rio algumas edições de um dos maiores eventos de música a cappella do Brasil – o Rioacappella – do qual me orgulho de ter participado. O evento, que contava com palestras, workshops, oficinas, cursos e shows, teve alguns dos integrantes do BR6 ministrando aulas também.

Infelizmente, a apresentação do BR6 na Modern Sound atrasou bastante, e o prazo de validade do Eric estorou na primeira meia hora de show. Tivemos de voltar para casa correndo, antes que o gogó chiliquento de um bebê com sono se incorporasse aos timbres dos elaborados arranjos vocais.
Mas acho que valeu a tentativa.

***

Com base no propósito de ampliação do leque musical, fiquei animada também em levá-lo domingo passado ao Theatro Municipal e apresentá-lo à Orquestra Sinfônica Brasileira, que faria um tributo a John Williams, grande compositor de trilhas de cinema como Star Wars, A Lista de Schindler, E.T., Indiana Jones, Tubarão, Harry Potter e a Pedra Filosofal, Jurassic Park, Prenda-me se for Capaz, Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, A Lista de Schindler e Superman.
Chegamos cedo e sutilmente caracterizados na trilha Star Wars. Eric improvisou com uma camiseta pequena da irmã e fez trio com o visual da mamãe e da Alice (todas de camisetas Jedicom). Papai desenterrou uma do “Darth Vader para presidente” e lá fomos nós, devidamente paramentados para a fila do Municipal.
Mas….um espetáculo a preços populares, num grande teatro, com uma grande orquestra, homenageando um grande compositor de grandes filmes, só poderia gerar uma grande fila. E assim, não conseguimos entrar.

Fica pra próxima, filho. Mamãe promete que acorda ainda mais cedinho pra vc ouvir, num próximo, a trilha sonora que embala o seu soninho.
Falando em acordar cedinho, como ainda estava de manhã, resolvemos aproveitar e tomar o café da manhã no Parque Lage.



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  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
  • João Lopes: Silvia (permita-me chamá-la assim), eu não conhecia as coisas lindas (filosóficas de precisão!) que escreve, porém, depois de receber um e-mail d
  • cleonice: gostaria de receber os protetores de colchaõ traveseiro edredom da casa co alergista como faço para comprar